• Document: O AUTO AMOR NA VISÃO ESPÍRITA
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1 O AUTO AMOR NA VISÃO ESPÍRITA um anônimo “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.” (Jesus Cristo) “O objetivo principal das reencarnações é aprender a linguagem do pensamento, subordinada ao compromisso ético do Amor Universal. Enquanto não chega nesse patamar, o ser humano encontra-se em estágio primário em termos de espiritualidade.” (um anônimo) Quando Jesus resumiu a Lei e os profetas na frase: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos” muitos entenderam, com relativa facilidade, o que é Amar a Deus, porque esse ensinamento vem desde o início da humanidade, diferenciando-se a Lição de Jesus apenas pela informação de que o Pai deve ser adorado (Amado) “em Espírito e Verdade”, ou seja, espiritualmente e não através de manifestações exteriores; outros tantos se esforçaram para compreender quem seria o “próximo”, acreditando que se tratavam apenas dos seres humanos, mas são todas as criaturas de Deus, desde os minerais até os Espíritos Puros, como é o caso de Jesus, conforme exemplificado por Francisco de Assis; mas o Amor a si mesmo nunca precisou de tanto esclarecimento quanto agora, quando a humanidade da Terra ingressará na fase da regeneração, em que os paradigmas são bem mais elevados do que os até então admitidos, ou seja, 2 admissíveis para os habitantes de um orbe de provas e expiações. Este estudo pretende tratar do Auto Amor, que não é o que muitos pensam, ou seja, o orgulho, o egoísmo e a vaidade, mas sim a aquisição das virtudes da humildade, do desapego e da simplicidade. Basear-nos-emos no ditado de um Espírito Amigo e o comentaremos item por item. O autor espiritual relacionou 13 itens como posturas de Auto Amor: 1 - “Você vive com aquilo que tem: suas emoções, seus sentimentos e sua cabeça e não com o que é do outro.” Cada um somente “tem” aquilo que consegue levar para o mundo espiritual, pois tudo o mais lhe é emprestado “por um pouco de tempo”. Pensemos nisso, a fim de não estarmos a correr atrás de fantasias. A maioria dos encarnados vive em função do que “não tem” e sofre muito por isso. O autor enumera três coisas que todo mundo “tem”: “suas emoções, seus sentimentos e sua cabeça”. O que são as emoções, os sentimentos e a cabeça? Como alguém conseguirá viver bem, estando apegado ao que é “do outro”? E o que significa algo que é “do outro”? – É tudo que não “tenho”. 2 – “É um erro passar a maior parte da vida submetido à aprovação e ao apoio alheios.” 3 O principal objetivo das reencarnações é a aquisição do poder mental no Bem. Para tanto ninguém precisa da aprovação ou do apoio alheios, pois o caminho é individual, apesar de que “quando o discípulo está pronto o mestre aparece”, ou seja, o fruto amadurece naturalmente. A dependência afetiva doentia é altamente prejudicial, pois o único apoio que nunca falta é o de Deus, a quem devemos nos desapegar, tanto quanto nos desapegarmos de tudo e de todos, apesar de aprendermos a Amar a tudo e a todos, universalmente. Apegar-se é uma coisa, Amar é outra, sendo a primeira nociva e a segunda saudável. Quem se restringe, se omite, se acovarda quando deve tomar uma atitude no Bem, não pode alegar nenhuma justificativa em sua defesa, mas sim deve encher-se de coragem para direcionar sua vida no rumo do progresso intelecto-moral, sem aguardar apoios externos, aprovações de uns e outros, pois Deus sempre encaminhará as soluções, na maioria das vezes através de “aparentes acasos”. A noção de Auto Amor não exclui, de forma alguma, o Amor conjugal, filial, paterno, materno, etc., mas sim pretende reforçar em cada um a autoconfiança, a iniciativa, a fé em Deus, a certeza de que merece ser feliz e coisas semelhantes. É um exercício diário de conscientização e não apenas a leitura de um livro ou lições esparsas. 3 – “Quando incorporamos um personagem, sacrificamos o próprio espírito ao dar satisfações do nosso modo de ser.” “Personagem” significa máscara, algo que desfigura nosso verdadeiro “Eu”. Não devemos usar máscaras, mas sermos nós mesmos, naquilo que somos de melhor. 4 Muita gente usa máscaras, uma para cada ocasião e, assim, vive infeliz. Outros assumem o que têm de pior, mas esse não é seu verdadeiro “Eu”, mas sim seu “ego”. Jesus falou: “Vós sois deuses; vós podeis fazer tudo que Eu faço e muito mais ainda.”: esse é o “Eu”

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