• Document: A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO ENSINO DE HISTÓRIA
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A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO ENSINO DE HISTÓRIA CLÁUDIA ADRIANA ROCHA TEIXEIRA* RESUMO O presente artigo tem o intuito de expor a importância da Educação Patrimonial no ambiente escolar, dando ênfase ao ensino de História. Neste caso, esta será vista como incentivadora de ações para conservação, preservação e valorização dos bens culturais. No entanto, o que causa a degradação e a desvalorização do patrimônio cultural é, entre outros motivos, a falta de práticas educativas. PALAVRAS-CHAVE: Educação Patrimonial; ensino de História; patrimônio cultural. INTRODUÇÃO O presente artigo é produto da pesquisa que se realizou durante um projeto de extensão1 enquanto estagiária2, o qual deu origem ao trabalho de conclusão do curso de História – Licenciatura na Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Diante do processo de modernização das cidades, percebe-se a constante desvalorização e desconhecimento com relação ao patrimônio cultural. Desse modo, a experiência no curso de História nos fez refletir sobre a necessidade de investimento na área de Educação para a valorização desses bens culturais. Foi então que começamos uma pesquisa sobre a metodologia da Educação Patrimonial no contexto escolar. Ao desenvolver a pesquisa, podemos considerar que esse tipo de ação educativa utiliza os bens culturais como fonte primária do conhecimento, gerando um diálogo permanente entre os indivíduos e os patrimônios culturais. Portanto, suscitando um grau de pertencimento, fazendo com que o indivíduo adquira o hábito de valorizar e preservar, 1 Projeto de Extensão “Viabilizando Possibilidades: A Educação Patrimonial na Formação de Futuros Professores” coordenado pela professora Derocina Alves Campos Sosa e supervisionado pela professora Raquel Padilha, ambas do Departamento de Biblioteconomia e História da Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG. 2 Estagiária do Centro Municipal de Cultura, na Unidade do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas – NPA. Biblos, Rio Grande, 22 (1): 199-211, 2008. 199 neste caso, praticando a cidadania. Conforme Horta, Grunberg e Monteiro (1999, p. 6), O conhecimento crítico e a apropriação consciente pelas comunidades do seu patrimônio são fatores indispensáveis no processo de preservação sustentável desses bens culturais, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania. A Educação Patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico- temporal em que está inserido. Este processo leva ao reforço da auto- estima dos indivíduos e comunidades e à valorização da cultura brasileira compreendida como múltipla e plural [grifos acrescentados]. Atualmente o órgão responsável pela preservação do patrimônio cultural no Brasil é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, nascido sob a denominação de SPHAN3 (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), criado como secretaria durante o governo de Getúlio Vargas4. De 1937 a 1969, a atuação do SPHAN voltava-se para políticas de noções de “tradição”, desse modo evidenciando o passado no intuito de legitimar uma identidade nacional, ou seja, os patrimônios culturais faziam intermédio com heróis nacionais, personagens históricos. A partir de 1969, a instituição passa sucessivamente a Departamento, Instituto, Secretaria. Portanto, recebendo a denominação de Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, como é conhecido atualmente. Esse órgão vem atuando de forma a consolidar o reconhecimento do patrimônio cultural pela sociedade. Neste caso, conforme Jara Casco (s/d, p. 5), faz-se necessário expor suas várias e diversificadas frentes de atuação: 1. Valorizar a diversidade da base social na qual o patrimônio é constituído e reconhecido; 2. Reconhecer, preservar e difundir as referências culturais brasileiras em sua heterogeneidade e complexidade e considerando os valores singulares, sentidos atribuídos e modos de transmissão elaborados pela 3 O SPHAN foi criado sob o Decreto-Lei n° 25, de 30 de novembro de 1937, no governo de Getúlio Vargas, e estruturado por intelectuais e artistas brasileiros da época (www.portal.iphan.gov.br). 4 Em 1936, Mário de Andrade, a convite do ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, elaborou o anteprojeto de criação de um órgão voltado para a preservação do patrimônio histórico e artístico nacional que primou pela originalidade em relação ao que se pensava sobre patrimônio em escala mundial, o

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